Encontros às cegas livro


Como nunca ninguém a colocou no seu devido lugar?
Então pus diante daquele ponto interrogativo apenas a primeira frase, e não toda a minha vida, a minha, a sua, a de quem for.
De qualquer forma, os senhores não conservam mais esses papéis desde que se modernizaram e basta apertar uma tecla para saberem tudo.Susane Matos (A esse livro é uma boa pedida para quem quer se descontrair e se divertir.Sua mãe, uma pessoa intragável e com uma língua absurdamente ferina, se preocupava com a possibilidade do casamento de Irina ser um desastre, pois tinha certeza de que Lucía iria sozinha, derrotada, se entupiria de comida e ficaria bêbada, dando vexame na festa, atraindo.Uma resposta firme e segura, no essencial; às vezes, admito, um tanto confusa nos solteiras procuram novos detalhes.Talvez para que eu as registre melhor, compreendo, é verdade que às vezes me perco, mas assim me perco ainda mais, quando ouço o senhor falando com minha voz.Participou da Guerra de Espanha.Como eu disse antes, esse livro é para quem está cansado de dramas, de romances que provoquem choros, ou até de outros estilos de títulos, e não é recomendado para quem NÃO curte o gênero comédia.Centro de Saúde Mental de Barcola, resumo do prontuário clínico de Cippico-também Cipiko,., Salvatore, entrada em 27/3/1992, depois de uma precedente internação de urgência um mês antes.Para provar o seu ponto, fez uma aposta com Irina.Submetido, como os demais, a trabalho inumano e massacrante, sevícias e torturas.Nessa relação de amor/ódio entre Lucía e sua mãe, nos pites que a irmã dá diante dos arranjos para o casamento e de sua relação atrapalhada com o noivo, e obviamente, com os homens sem noção que acabam adentrando na vida da personagem principal.A vida-dizia Pistorius, nosso professor de gramática, acompanhando com gestos redondos e pacatos as citações latinas naquela sala atapetada de um vermelho que à tarde escurecia e se apagava, brasas da infância que ardiam no escuro-não é uma proposição ou uma asserção, mas uma interjeição.
Uma brincadeira de criança para quem passou a vida sendo espionado, perseguido, fichado, registrado na polícia, no Lager, no hospital, ovra, Guarda Civil, Gestapo, udba, penitenciária, Centro de Saúde Mental, e sempre é preciso sumir com os papéis.




Por mais que eu compreenda o dilema de ser solteira e de encontrar um companheiro que preste, fiquei triste ao vê-la tão desesperada para namorar qualquer um que passasse pela frente só para provar para a mãe que era digna de ser amada por alguém.Lucía é uma mulher de 30 anos, com uns quilinhos a mais, que ganha pouco, mora sozinha e leva uma vida meio sem graça.As pessoas têm uma visão ilusória e deturpada de o que querem em um parceiro ou parceira e, como não encontram, contentam-se com o menos pior e tentam mudá-lo e moldá-lo até que se deem por satisfeitos, e sabemos que as coisas não funcionam dessa.O fato é que o prontuário está no arquivo e na minha cabeça, embora o senhor ache que possa conter e explicar minha cabeça.Narrado em primeira pessoa, por Lucía, de maneira bem ácida e meio cômica, tive a sensação da trama ser bem promissora, já que fui movida pela curiosidade de o que a protagonista faria, com quem ela ficaria e se iria mesmo acompanhada no casório.Cad., na loja Su 10A.Até engoli-los, se for o caso; seja como for, embaralhá-los antes que o descubram.
Expulso da Austrália em 32 e repatriado à Itália, onde já havia vivido com o pai durante a infância, entre o fim da Primeira Guerra Mundial e o advento do fascismo.
Militante do Partido Comunista clandestino.




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